Implante de Desfibrilador / Ressincronizador

Implante de Desfibrilador / Ressincronizador

Implante de Desfibrilador / Ressincronizador

O Cardioversor/Desfibrilador Ressincronizador (CDIR) é um equipamento que incorpora um marca-passo ressincronizador e um desfibrilador no mesmo aparelho. É indicado aos pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e risco de morte súbita por arritmias (ou que foram recuperados de morte súbita ou de alguma arritmia grave). Os pacientes que se beneficiam deste aparelho passam por criteriosos exames, elaborados pelos especialistas para definir o modelo e a programação do equipamento, que é individualizada para cada paciente.

A cirurgia de implante é realizada com anestesia geral e a recuperação é feita na UTI. A permanência hospitalar varia de acordo com o quadro clínico do paciente.

Após o implante, é necessário realizar a programação do aparelho e, embora seja muito confortável (feita por telemetria), é complexa, pois envolve centenas de variáveis a serem analisadas separadamente, o que só pode ser feito por um especialista. As medicações em uso são ajustadas também de acordo com as orientações do médico clínico do paciente.

Atualmente, temos ressincronizadores/desfibriladores que apresentam um sistema construído para detectar precocemente a descompensação cardíaca do paciente (Monitor de Insuficiência Cardíaca).

O aparelho emite sinais de baixa energia entre a ponta do eletrodo dentro do coração e a carcaça do aparelho. Como existe bastante tecido pulmonar entre esses dois pontos e o pulmão conduz mal a energia elétrica por ter bastante ar, este sistema é capaz de identificar com antecedência quando líquidos se acumulam no local, muito antes do paciente apresentar sinais clínicos. Os fluidos corporais são bons condutores da eletricidade, alterando rapidamente a impedância (resistência elétrica) pulmonar.

Com este sistema, é possível identificar e tratar esse acúmulo de líquido muito precocemente e de forma muito mais fácil.

O aparelho emite um “Bip” sonoro, que o paciente percebe e apenas liga para o seu médico, o qual pode orientar alguma alteração na medicação, dispensando a ida do paciente ao hospital e, na maioria das vezes, a própria internação.

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