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    Cerca de 70% dos pacientes desconhecem a ameaça da retinopatia diabética

    Cerca de 70% dos pacientes desconhecem a ameaça da retinopatia diabética

    De acordo com a oftalmologista do HCor, a falta de controle dos níveis de açúcar no sangue aumenta as chances de desenvolver retinopatia diabética – principal condição relacionada ao diabetes que pode levar à perda total de visão. Se flagrada em estágio inicial, é possível reverter eventuais complicações

    Visão embaçada, dificuldade ao ler, aparecimento de pequenos pontos escuros ou flutuantes. O que pode, facilmente, ser confundido com alguma das diferentes doenças oculares é, na verdade, um dos sintomas da retinopatia diabética. Trata-se de uma condição que acomete 90% dos diabéticos do tipo 1 e 60% daqueles que desenvolvem o tipo 2. Estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros possuam algum grau de retinopatia. A doença agride a camada mais fina do olho, a retina, responsável por transformar as imagens em impulsos elétricos que são “lidos” pelo cérebro. Se nada for feito, com o passar dos anos, o quadro pode levar à perda total de visão.

    Pesquisas mostram que cerca de 70% dos pacientes desconhecem a ameaça. A fase inicial é, normalmente, assintomática. A retinopatia só começa a apresentar os primeiros sinais, entre os diabéticos do tipo 1, cinco anos mais tarde, o que significa que ela pode já estar seriamente danificada. Isso ocorre porque o excesso de gordura e açúcar no sangue aumenta o risco de problemas no sistema circulatório. Com a pressão alta, o calibre dos tubos sanguíneos fica mais estreito, limitando o aporte de nutrientes à retina.

    A boa notícia é que, com acompanhamento oftalmológico programado e rigorosamente cumprido, é possível detectar a doença logo no início, afim de evitar sequelas potencialmente graves e irreversíveis. “O diagnóstico e o tratamento precoces são capazes de impedir a perda de visão em 90% dos casos. Para amenizar as consequências, além de consultas e exames regulares, é crucial o controle intensivo do índice glicêmico, do colesterol, da pressão arterial – principais fatores de risco para a retinopatia-, além de adotar um estilo de vida regrado”, alerta Camila Ray, oftalmologista do Clinic Check-up do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo.

    Quanto mais cedo, melhor

    Pacientes diabéticos apresentam maior predisposição a desenvolver doenças oculares, em particular a retinopatia. Um em cada quatro diabéticos sofrerá do problema em algum momento da vida. Por isso, quanto mais cedo a doença for descoberta, maior é a chance de obter sucesso na terapia utilizada. Grandes avanços têm sido feitos no tratamento da retinopatia. “O rastreamento começa com o exame de fundo de olho, que deve ser feito com a pupila dilatada. Se necessário, o paciente é orientado a realizar testes mais apurados para analisar a extensão do quadro”, explica médica do HCor.

    Tratamento

    As terapias são personalizadas, conforme a necessidade de cada paciente. Se o quadro já está avançado. Um dos tratamentos indicados é a fotocoagulação. O método consiste em aplicação de raios laser em áreas da retina a fim de tentar impedir a progressão da doença. “A tendência é que as escolhas sejam individualizadas, de acordo com o paciente. Independente do tratamento a ser realizado, o mais importante é que iniciá-lo rapidamente. Isso reforça a tese de que o manejo correto do diabetes e os exames regulares com um oftalmologista são o caminho para evitar a perda precoce da visão”, recomenda Dra. Camila Ray.

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