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    Dia Mundial do Coração

    Dia Mundial do Coração

    Reanimação Cardiopulmonar feita por leigo aumenta 50% sobrevida até chegada do socorro médico

    Procedimento simples, que não exige mais a respiração boca a boca, pode ser ensinado a crianças a partir dos 9 a 10 anos; Cardiologista do HCor fala sobre as técnicas que podem evitar parada cardíaca

    Assim como é difícil encontrar alguém que não saiba andar de bicicleta, seria ideal que a mesma condição pudesse ser aplicada para a “massagem cardíaca” – procedimento de primeiros socorros usados em casos de parada que costuma salvar vidas. A técnica é simples, e até as crianças na faixa dos 9 a 10 anos aprendem a fazer, principalmente em outros países.

    Uma estimativa do Ministério da Saúde traz um dado preocupante: o número de atendimentos relacionados a infartos no SUS, em seu último levantamento, em 2012, foi de 49.511 homens e 34.602 mulheres foram vítimas de infarto agudo do miocárdio. “Neste tipo de ocorrência, se a vítima não receber ajuda em até oito minutos, a chance de sobreviver não passa de 15%. Por outro lado, ao receber a compressão torácica (massagem cardíaca), a chance aumenta para quase 50% até a chegada da equipe de socorro”, alerta o cardiologista Hélio Penna Guimarães, do IP HCor (Instituto de Pesquisa do Hospital do Coração).

    Em acordo com as novas diretrizes para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) da Associação Americana do Coração (AHA), publicadas em setembro de 2015, não é mais necessário incluir a respiração boca a boca – procedimento que nem todas as pessoas gostam de fazer, ainda mais em desconhecidos. Sendo fundamental executar as compressões do tórax com força e rapidez, tentando atingir a frequência de 100-120 compressões por minuto, com mínimo de interrupções.

    Segundo o cardiologista do HCor, pesquisas apontaram que os índices de sucesso da massagem são tão eficientes quanto do procedimento com a respiração boca a boca e ainda há outra vantagem, ganha-se mais tempo. “É a melhor forma de manter a chance de retorno do coração”, explica Dr. Hélio.

    Mas quais os efeitos da RCP no organismo? A circulação do sangue. As compressões no tórax garante que o sangue circule e leve oxigênio ao coração e ao cérebro, situação que é interrompida quando o órgão para. “Essa falta de oxigênio, caso as manobras de RCP não sejam bem executadas, pode causar sequelas graves no paciente que retorna da parada cardíaca com dificuldade para falar e andar, por exemplo”, pondera.

    Como fazer a RCP:

    1º Passo: Certifique-se de que o lugar seja seguro para você e para fazer o atendimento.

    2º Passo: Confirme o nível de consciência da vítima, veja se está acordada e pergunte em voz alta se está bem, tocando-a forte pelos ombros.

    3º Passo: Peça imediatamente ajuda. Os serviços de emergência e locais públicos possuem o DEA (Desfibrilador Externo Automático), que poderá ser usado.

    4º Passo: Se a vitima não se movimenta ou respira, comece imediatamente a fazer “massagem cardíaca”.

    5º Passo: Conhecida no termo médico como compressão torácica, a “massagem cardíaca” deve ser realizada no meio do peito (entre os dois mamilos), com o movimento das mãos entrelaçadas (uma em cima da outra) sob braços retos, que devem fazer ao menos 100-120 movimentos de compressão por minuto, de forma rápida e forte.

    O Dr. Hélio Penna Guimarães, do HCor, ainda dá outras dicas: “Não espere mais de dez segundos para começar a compressão e faça até o resgate chegar, sem qualquer interrupção. Como pode exigir esforço físico, poderá revezar com outra pessoa, mas mantendo o ritmo. Na literatura médica, há casos em que pacientes receberam massagem por 40 minutos e conseguiram sobreviver. Isso prova como a ajuda das pessoas pode ser essencial para salvar vidas”, finaliza.

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