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    Dia Nacional de Controle da Obesidade

    Dia Nacional de Controle da Obesidade

    Dia Nacional de Combate à Obesidade expõe um sério problema mundial de saúde pública

    Especialista do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, alerta para o excesso de peso que já atinge metade da população adulta no país e uma a cada três crianças entre 5 e 9 anos

    Para alertar a população sobre os riscos do crescimento da obesidade no país, é celebrado todo dia 27 de outubro o Dia Nacional de Controle da Obesidade. O problema já atinge metade da população adulta em todas as regiões do país com destaque para o Sul, com prevalência de 56,8% nos homens e 51,6% nas mulheres e no Sudeste, sendo 52,4% e 48,5%, respectivamente, para homens e mulheres, de acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

    Os dados revelam também que uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso. 51,4% dos meninos e 43,8% das meninas. Juntos, excesso de peso e obesidade atingem cerca de 60% dos brasileiros adultos. Na América Latina cerca de 200 mil pessoas morrem anualmente em decorrência de complicações referentes à obesidade, segundo estimativa da OMS – Organização Mundial de Saúde.

    “A obesidade é um fator de risco para inúmeras patologias como infarto agudo do miocárdio, derrames e redução da expectativa de vida. É caracterizada pelo excesso de gordura corporal, dieta altamente calórica, vida sedentária, fatores genéticos ou psicológicos e o seu diagnóstico pode ser feito pela avaliação da composição corpórea, que mede a quantidade de músculo, gordura e líquidos no corpo”, explica o Dr. Pedro Caravatto, médico do Centro de Obesidade HCor.

    Define-se obesidade mórbida quando o IMC – Índice de Massa Corporal – que é calculado pela divisão do peso em quilos pela altura em metros ao quadrado [kg/(m)2] – é maior ou igual a 40. Nesses casos o risco de morte praticamente duplica devido a maior ocorrência de doenças associadas à obesidade, tais como hipertensão, diabetes, apneia do sono, cardiopatias, entre outras. Este risco também pode ser elevado nos pacientes com IMC maior que 35 e que apresentam pelo menos uma das doenças mencionadas.

    Um problema de saúde pública

    A obesidade é uma doença que não respeita sexo, idade ou classe social. Atualmente observa-se uma tendência preocupante no aumento da sua incidência, sobretudo pela mudança dos hábitos alimentares da população que vem consumindo alimentos ricos em gordura e carboidratos e levando uma vida mais sedentária, sem a prática regular de exercícios físicos.

    Para tentar frear a expansão do problema, além da atuação clínica, os grandes centros de obesidade podem efetivar ações mais específicas como correções cirúrgicas. Desta forma, a cirurgia isoladamente não representa a cura da obesidade, mas uma nova ferramenta que, quando associada a reeducação alimentar, a prática de atividades físicas e ao acompanhamento psicológico garantem resultados mais eficazes.

    “É importante conhecer o paciente, ouvir detalhadamente e entender a origem cultural, social, orgânica ou psicológica da obesidade para iniciar o processo de tratamento”, comenta Dr. Pedro.

    Procedimento cirúrgico – uma alternativa viável

    Com a evolução das técnicas cirúrgicas e de anestesia, a cirurgia bariátrica (conhecida popularmente como cirurgia de redução do estômago) é realizada atualmente de forma segura pela via laparoscópica, ou seja, é feita por meio de pequenos orifícios no abdômen, de 0,5 a 1 cm cada, e em tempo médio de uma hora. Esta via de acesso garante uma rápida recuperação após a cirurgia e permite que o paciente tenha alta do hospital, em média, dois dias após a cirurgia e retorne precocemente às suas atividades diárias.

    Neste contexto, o tratamento cirúrgico da obesidade vem se consolidando como terapêutica eficaz uma vez que promove uma perda de peso sustentada a longo prazo, associada a resolução ou melhora significativa das doenças associadas.

    O tratamento clínico da obesidade e de suas doenças associadas, por sua vez, envolve consultas médicas frequentes, exames laboratoriais de rotina, além do uso de diversos medicamentos.

    Controle o seu peso e ganhe saúde

    O excesso de peso desgasta as articulações, especialmente as do joelho e também aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes. “Para evitar o consumo de alimentos calóricos e controlar o peso, é importante consumir pequenas porções e em pratos pequenos e balanceados. Deixar as guloseimas para ocasiões especiais e incluir muitas verduras e frutas nas refeições diárias. Outra dica importante é evitar consumir alimentos fritos, prontos, processados e fast food”, orienta Dr. Pedro.

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