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    Horário de Verão

    Horário de Verão

    Especialista do Centro de Medicina do Sono do HCor dá dicas de como se adaptar ao horário de verão

    O horário de verão chegou e, com isso, precisamos dormir e acordar uma hora mais cedo. É um desafio sobretudo para aqueles que são privados de sono devido à rotina do dia a dia ou para os que têm dificuldade para dormir. Se acordar uma hora mais cedo é algo tranquilo para algumas pessoas, adiantar o relógio em uma hora é uma tarefa muito complicada para outras. Para quem está procupado com o sono que certamente será afetado pelo novo horário, o ideal é se preparar aos poucos com a nova rotina.

    Para cerca de 30% da população brasileira ter sono contínuo e reparador não passa de mera utopia, pois essa parcela significativa sofre dos distúrbios do sono. E o horário de verão pode funcionar como mais um obstáculo para o sono de qualidade, já que a mudança exige certa adaptação com o corpo para dormir e acordar mais cedo. Nos primeiros dias após o início do horário de verão existe um aumento do risco de infarto agudo do miocárdio de 6 a 10%. Além disso, existe um aumento significativo de acidentes automobilísticos de 8 a 11%.

    Segundo o pneumologista do Centro de Medicina do Sono HCor, Dr. Pedro Genta, o importante é entrar logo no horário de verão e começar uma rotina para se adaptar o mais rápido possível. Quanto mais a pessoa resistir, pior será biologicamente. Para cada hora de avanço de fuso, a pessoa precisaria de três a cinco dias para se adaptar, portanto, no máximo em uma semana todos estarão completamente adaptados.

    “Exercícios físicos exaustivos também devem ser evitados além de outras atitudes que podem prejudicar o descanso, tais como se alimentar demais no jantar, ir dormir sem comer, tomar banho muito frio ou muito quente, ler livros ou ver filmes estimulantes nas horas que antecedem o sono”, explica Dr. Genta.

    Ao tentar adaptar-se à mudança de horário é importante lembrar que alguns problemas persistentes podem indicar um transtorno de sono mais grave. “Manter-se acordado depois de 30 minutos tentando pegar no sono, ter sonolência diurna excessiva ou acordar cansado mesmo depois de dormir por sete ou oito horas são alguns sinais de que é preciso procurar um especialista em medicina do sono”, esclarece Dr. Genta.

    Dicas para se adaptar ao horário de verão

    O sono exige hábitos de vida saudáveis e disciplina nos horários e rotinas de dormir e acordar. Acordar mais cedo é um desafio para todos. Porém, o primeiro passo para enfrentar o novo horário é levantar-se e expor-se à luminosidade do dia nas primeiras horas da manhã. Um atividade física matinal ao ar livre seria o ideal. A luz do sol logo pela manhã é um importante estímulo para nosso relógio biológico se adaptar ao novo horário:

    • Resista ao máximo a cochilar durante o dia pois isto pode dificutar o sono na noite seguinte;
    • Tentar obedecer o novo horário para a hora de dormir. Dormir no horário antigo e acordar no novo vai fazer com que você não se adapte rapidamente e acabe dormindo menos que você precisa;
    • Evite café, chá ou bebidas cafeinadas, sobretudo após o meio da tarde. A cafeína é um estimulante que vai dificultar a sua nova tarefa de se deitar mais cedo;
    • Diminua suas atividades próximo ao horário de dormir, a fim de que você esteja relaxado;
    • Evite exercícios físicos próximo ao horário de dormir;
    • Uma refeição leve e saudável no jantar poderá ajudar.

    Centro de Medicina do Sono HCor

    O Centro de Medicina do Sono do HCor é pioneiro na integração entre diagnóstico e tratamento das diversas patologias relacionadas ao sono. O centro é composto por uma equipe multidisciplinar formada por especialistas em medicina do sono, pneumologistas, endocrinologistas, otorrinolaringologistas, neurologistas, dentistas, fonoaudiólogas, fisioterapeutas e psicólogas, com toda a linha de dispositivos de pressão positiva (CPAP e BiPAP – aparelhos adequados para a aplicação de pressão nas vias aéreas por meio de máscaras) para demonstração e adaptação dos pacientes portadores de AOS e distúrbios respiratórios do sono.

    Segundo o Dr. Pedro Genta, pneumologista do Centro de Medicina do Sono HCor, o diagnóstico da apnéia do sono começa na identificação dos sintomas como ronco, pausas respiratórias e sonolência diurna pelo paciente e seus familiares. Após detectado os sintomas, a próxima etapa é passar por uma avaliação médica cuidadosa. Caso for confirmado a suspeita de apnéia, é indicado ao paciente a polissonografia – exame que avalia diversas variáveis como eletroencefalograma (o qual avalia o sono e suas fases), variáveis respiratórias (detecção das apnéias e das quedas de oxigenação associadas), e eletrocardiograma.

    No Centro de Medicina do Sono HCor dispomos de aparelhos de polissonografia de última geração para o diagnóstico das diversas patologias relacionadas ao sono. Após a constatação do diagnóstico, o tratamento deve ser feito por uma equipe multiprofissional focado na boa orientação ao paciente para o sucesso do tratamento.

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