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HCor Explica / Oncologia

Tumores cerebrais: no HCor tecnologia e ciência a favor do tratamento

Ouvir o diagnóstico de que se tem um tumor no cérebro não é fácil. Imediatamente, vem a nossa cabeça várias probabilidades, a maioria delas negativa.

Embora não seja uma doença simples, e que de fato exige muito cuidado, é preciso saber que há uma série de opções de tratamentos eficazes para preservar a saúde do paciente.

Incidência do câncer na bexiga

“Graças aos tratamentos multidisciplinares, pacientes com tumores cerebrais têm vivido cada vez mais e com excelente qualidade de vida. Em alguns tipos de câncer, mesmo doentes com metástases múltiplas ainda apresentam chance de cura de seus tumores”, afirma o neurocirurgião do HCor Neuro, Prof. Dr. Guilherme Lepski.

De acordo com o especialista, os tumores intracranianos são divididos em três tipos. “Tem os que são originários das meninges, das membranas que revestem o cérebro, tem os que são originários de outras partes do corpo e que se manifestam no cérebro como metástases e, por fim, os originários do próprio tecido cerebral, sejam das células nervosas em si, dos neurônios, ou das células da glia”, conta ele que completa: “Cabe a equipe médica determinar quais protocolos serão aplicados. Quimioterapia, radioterapia, radiocirurgia e cirurgia são os tratamentos mais comuns”.

Incidência do câncer na bexiga
Incidência do câncer na bexiga

Evolução nos tratamentos

A boa notícia para esses pacientes é que a tecnologia e a ciência trabalham constantemente buscando melhorias na área e já há boas possibilidades à disposição.

Uma delas é o equipamento com precisão submilimétrica Gamma Knife, que dispara feixes estritos de radiação em alvos extremamente pequenos do cérebro, sem que seja preciso anestesia geral e incisões.

Em São Paulo, disponível apenas no HCor, o aparelho de radiocirurgia destaca-se por alcançar uma precisão que nenhum outro alcança, já que tem capacidade de fixar o paciente com uma espécie de guia na cabeça; enquanto outros equipamentos usam máscaras que permitem deslocamentos de até 2,0 milímetros. Ninguém duvida: pode parecer um deslocamento muito pequeno, mas já é o suficiente para interferir no procedimento.

“Com ele, aumenta-se a segurança e a precisão para tratar lesões em regiões extremamente delicadas do cérebro”, reforça o Dr. Guilherme.

Incidência do câncer na bexiga
Outra novidade a favor do paciente é uma vacina desenvolvida pelo HCor em parceria com o Departamento de Imunologia da USP.

A nova terapia, à base de vacina celular, é uma esperança para tumores malignos cerebrais, em especial o glioblastoma, que nasce das células da glia.

“O grande avanço consiste no fato dessa nova vacina não precisar ser injetada diretamente no cérebro, como na experiência americana, e sim na pele, como por exemplo uma vacina BCG (contra tuberculose), aquela que recebemos quando criança. Desse modo, o tratamento é bastante seguro”, esclarece o neurocirurgião.

A imunoterapia representa uma nova e promissora esperança para pacientes com câncer e não se trata de uma vacina preventiva, mas terapêutica. “A proposta é que essa terapia estimule os sistemas de defesa do corpo do paciente e o ensine a combater a doença por si só, para diminuir, então, a progressão da enfermidade, bem como a promoção da cura”, finaliza o especialista.