Levantamento da ação HCor no Dia Mundial do Coração


Levantamento realizado pelo HCor no Dia Mundial do Coração aponta obesidade e outras doenças crônicas durante avaliação na população

Um levantamento realizado pelo HCor – Hospital do Coração, no Dia Mundial do Coração, com os frequentadores do edifício Conjunto Nacional apontou a obesidade, hipertensão, diabetes, alteração da condição nutricional e a circunferência abdominal como fatores alterados na população analisada. Foram avaliadas 313 pessoas no local, entre homens e mulheres, na faixa etária de 21 a 80 anos. Desse total, 174 pessoas eram homens (55,59%) e 139 (44,41%) mulheres, com predomínio do sexo masculino e idosos acima de 60 anos (147 homens avaliados).

A obesidade foi apontada como a grande vilã durante o levantamento e indicou que 33,86% (106 pessoas) estão obesas e 34,50% (108 pessoas) estão em pré-obesidade. Um dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares é a circunferência abdominal. A avaliação mostrou que 115 mulheres avaliadas (82,73%) estão com a circunferência abdominal maior ou igual a 80 cm. Já o público masculino representou 58,62% (102 homens avaliados) está com a circunferência maior ou igual a 94 cm. Na avaliação da pressão arterial, 117 pessoas (37,38%) apresentaram pressão arterial alterada (acima de 140/90) e 196 pessoas (62,62%) apresentaram pressão arterial abaixo de 140/90.

O tabagismo também foi avaliado entre os frequentadores do Cj. Nacional. Do total de avaliações, 79 pessoas (25,24%) são ex-tabagistas, enquanto 22 pessoas (7,03%) são tabagistas. Durante a medição de monóxido de carbono, das 101 pessoas que afirmaram ser tabagistas ou ex-tabagistas 79 (25,24%) realizaram o teste com o monoxímetro em que o resultado apontou 61 pessoas (77,22%) não fumam, nove pessoas (11,39%) são fumantes nível leve, quatro pessoas (5,06%) são fumantes nível pesado e cinco pessoas (6,33%) são fumantes nível muito pesado.

Para completar a avaliação no Cj. Nacional cerca de 215 pessoas realizaram o teste de estresse. Do total de avaliações, 90 pessoas (41,86%) estão entre os níveis 2 e 3 (que corresponde um estresses positivo), 81 pessoas (37,67%) estão entre os níveis 3 e 4 (que corresponde ao estresse leve), 29 pessoas (13,49%) estão no nível acima de 4 (que corresponde ao estresse médio) e 10 pessoas (4,65%) estão no nível acima de 5 (que corresponde ao estresse alto).

“Por meio desse levantamento o HCor pretende levar mais informação sobre saúde e qualidade de vida à população e conscientizar sobre a importância de hábitos de vida saudáveis, com prática de esportes, alimentação balanceada, menos estresse e visitas regulares ao médico para prevenção e controle dos fatores de risco”, explica o cardiologista do HCor, Dr. César Jardim.

Segundo o especialista a cada ano, aumenta o número de óbitos no Brasil por doença arterial coronária (DAC). “No Brasil são registrados por ano, aproximadamente, 300 mil mortes por doenças do coração e cérebro, isto é, a cada dois minutos, ocorre um óbito em função destas doenças. Os estudos revelam, ainda, que a DAC cresce anualmente devido ao inadequado controle dos principais fatores de riscos cardiovasculares como a hipertensão, diabetes e o aumento do colesterol”, esclarece Dr. Jardim.

O levantamento teve como objetivo alertar e conscientizar à população sobre a importância da prevenção de doenças, e a promoção da qualidade de vida à comunidade, onde foi realizado medição de pressão arterial, teste de glicemia, cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) e circunferência abdominal, medição de monóxido de carbono nos fumantes e teste de estresse.


A importância da prevenção e da qualidade da vida:

O HCor – Hospital do Coração por meio de sua equipe multidisciplinar do Clinic Check-up, estabelece avaliações com o intuito de identificar eventuais doenças e seus possíveis fatores de risco – baseado em dados clínicos e achados de exames. São pesquisadas doenças frequentes e clinicamente importantes com impacto na saúde e na qualidade de vida, como tumores, doenças cardiovasculares, metabólicas e infecciosas. Para isso, o serviço conta com uma equipe multidisciplinar composta por cardiologista, urologista, ginecologista, fisiatra, dermatologista, oftalmologista, proctologista e nutricionista.

No que diz respeito às doenças cardiovasculares, além da identificação e controle dos fatores de risco, o HCor conta com o ecocardiograma tridimensional e angiotomografia de artérias coronárias, no qual pode identificar a concentração de cálcio nesses vasos e a presença de placas de aterosclerose, além de ressonância magnética e tomografia computadorizada do coração.

“Também são feitas orientações nutricionais para reeducação alimentar, para atividade física, pois é evidente que cada um de nós tem sua parcela de responsabilidade, já que algumas medidas preventivas estão relacionadas diretamente aos nossos hábitos de vida”, alerta Dr. César Jardim, cardiologista e responsável pelo Clinic Check-up HCor.

Segundo o cardiologista, para se ter hábitos saudáveis é necessário a prática de atividade física regularmente. “Recomendamos as atividades de cunho aeróbico como caminhadas e corridas, porém elas devem ser praticadas moderadamente e nos horários em que o sol está menos agressivo. Outro fator importante para aqueles que participam de competições e realizam exercícios físicos é a hidratação. Abuse da água mineral ou de coco, sucos e líquidos isotônicos. Isso facilita a hidratação e reposição das energias dos atletas”, completa o cardiologista.


Medicina Preventiva:

A medicina preventiva tem merecido cada vez mais espaço, visto que nos últimos anos os exames têm se tornado menos invasivos e muito mais precisos. Uma das áreas que teve maior ganho foi a oncologia com o equipamento PET/CT (Positron Emission Tomograph), que pode detectar focos pequenos de células cancerígenas. Além disso, com a popularização da mamografia de alta definição, que diagnostica tumores de até meio milímetro, conseguiu-se reduzir em 30% o número de casos fatais.

Dentre as doenças cardiovasculares, a principal é a aterosclerose, que provoca deposição de gordura e entupimento de artérias do corpo humano, causando o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (derrame), além da insuficiência renal e a doença vascular periférica, entre outras. “Para o aparecimento da doença é necessária a presença de fatores de risco, como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes. “Se controlarmos os fatores de risco, e a isto aliarmos uma vida saudável, com alimentação regrada (não significa sem sabor) e exercícios adequados, reduziremos em 90% o risco do aparecimento do infarto”, finaliza Dr. César Jardim.