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    Nutricionista do HCor orienta como prevenir doenças cardiovasculares em crianças

    Nutricionista do HCor orienta como prevenir doenças cardiovasculares em crianças

    Nutricionista do HCor orienta como prevenir doenças cardiovasculares em crianças

    O consumo de sal em excesso está associado ao aparecimento de hipertensão arterial, inclusive na infância, e consequente aumento no risco de doença cardiovascular, quando adulta;
    Para proteger o coração dos pequenos, é fundamental introduzir uma alimentação saudável desde cedo, começando com o aleitamento materno de forma exclusiva até o sexto mês, sem oferecer chás, sucos, água ou fórmulas artificiais

    Obesidade, hipertensão e diabetes. Essas doenças, que estão cada vez mais presentes na vida da população adulta, também têm afetado as crianças, e os cuidados devem começar desde o nascimento do bebê. Nos seis primeiros meses de vida, o leite materno fornece todos os nutrientes que a criança precisa, sem a necessidade de alimentação complementar. Dos seis meses em diante é hora de agregar novos alimentos ao cardápio infantil. A dica é abusar dos alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras, tubérculos e carnes, que devem ser introduzidos de forma lenta e gradual. Guloseimas e produtos industrializados estão fora da lista.

    Mesmo com a alimentação complementar, a amamentação em livre demanda deve ser mantida até dois anos ou mais, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). A alimentação complementar oferecida de forma inadequada também pode resultar em problemas como anemia, excesso de peso e desnutrição. “Alimentos com grandes quantidades de açúcar, gordura e corantes devem ser evitados, pois podem prejudicar a qualidade da dieta, resultando no aumento do peso e na ingestão deficiente de micronutrientes”, alerta Natane Souza, nutricionista da Cardiopediatria do HCor (Hospital do Coração).

    Evite mel e embutidos:  apesar de suas excelentes propriedades medicinais, o mel também não deve ser consumido por crianças com menos de 1 ano. Se contaminado, ele pode levar ao botulismo, assim como o palmito e o picles em conserva, além de alimentos embutidos como salsichas, salames, presuntos e patês. “Já o consumo de sal em excesso está associado ao aparecimento de hipertensão arterial, inclusive na infância, e consequente aumento no risco de doença cardiovascular, quando adulta. Há diversas opções de temperos que podem ser utilizados, como alho, cebola, ervas frescas, entre outros ingredientes”, orienta a nutricionista do HCor.

    Cuidando dos pequenos corações: para proteger o coração dos pequenos, é fundamental introduzir uma alimentação saudável desde cedo, começando com o aleitamento materno de forma exclusiva até o sexto mês, sem oferecer chás, sucos, água ou fórmulas artificiais.

    A partir do sexto mês deve-se introduzir a alimentação complementar, além de manter o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais. “A partir dos seis meses, atendendo ao desenvolvimento neuropsicomotor do lactente, é possível iniciar a introdução de outros alimentos de forma gradual (com todos os nutrientes) inteiros ou amassados, sob a forma de papas (alimentação de transição), oferecida com a colher”, esclarece Natane.

    A excessiva ingestão de sódio por lactentes está associada com o desenvolvimento de hipertensão arterial. “Vale ressaltar que a preferência por determinados sabores (muito doce ou salgado, por exemplo) pode ser modificada pela exposição precoce a esse tipo de alimento. O sal não deve ser adicionado às papas, sendo suficiente o conteúdo de sódio intrínseco dos alimentos utilizados no preparo”, diz Natane.

    Abuse da criatividade: o período da primeira infância é o momento em que o visual da alimentação é de suma importância. Quanto mais estímulos uma atividade possui, seja cores, formas e sabores, melhor para os pequenos. Os pratos bem coloridos e divertidos são uma aposta incrível que pode transformar a hora das refeições.

    Ingredientes saudáveis devem estar dentro dos pratos sempre. Por isso, o ideal é abusar da criatividade. Evite misturar uma variedade grande de alimentos, para não gerar confusão no paladar da criança. Seja para o lanche com frutas ou para as refeições principais com legumes e cereais. Montar um prato colorido e criativo vai conquistar os pequenos.

    “A criança deve ser apresentada a uma grande diversidade de alimentos e preparações, priorizando os de boa qualidade nutricional como frutas, legumes, verduras e carnes magras. Neste momento não se deve oferecer alimentos industrializados ou ultra processados, pois estes irão prejudicar a introdução de alimentos saudáveis”, explica Natane.

    Dicas da nutricionista da Cardiopediatria do HCor para uma alimentação saudável (crianças menores de 2 anos):

    • Oferecer somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;
    • A partir dos 6 meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo-se o leite materno até os 2 anos de idade ou mais;
    • Após os 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia se a criança receber leite materno e cinco vezes ao dia se estiver desmamada;
    • A alimentação complementar deverá ser oferecida nos horários de refeição da família, em intervalos regulares, respeitando-se sempre a vontade da criança;
    • A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. Começar com consistência pastosa (papas/purês) com alimentos amassados e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família;
    • Oferecer à criança diferentes alimentos todos os dias. Uma alimentação variada é, também, uma alimentação colorida;
    • Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;
    • Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;
    • Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos e garantir armazenamento e conservação adequados;
    • Estimular a criança doente a se alimentar, oferecendo a alimentação habitual e seus alimentos preferidos e respeitando sua aceitação.

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