HCor começa a utilizar marca-passo para tratar dor crônica de angina

HCor começa a utilizar marca-passo para tratar dor crônica de angina

Estimulação da medula torácica para angina será destinada aos pacientes que não respondem a terapia medicamentosa

Os pacientes cardíacos que tiveram infarto agudo do miocárdio e angina crônica e que não respondem a terapia medicamentosa poderão ser tratados com a neuromodulação. Isto é, um marca-passo implantado na medula torácica, que pode aumentar o fluxo sanguíneo cardíaco e controlar a dor. Aprovado pela ANVISA, a neuromodulação é destinada aos pacientes que passaram por procedimentos cardíacos e, mesmo com medicações, ainda sentem dores.

A neuromodulação tem o objetivo de aplicar estímulos sobre a medula espinhal para interromper os sinais de dor transmitidos da medula para o cérebro. De acordo com o neurocirurgião do HCor Neuro, Dr. Antonio De Salles, é um tratamento seguro e eficaz para o controle da dor crônica, como a dor da angina – causada pela falta de sangue no coração.

“Um sistema chamado neuroestimulador medular é implantado no paciente. Este sistema utiliza um eletrodo sobre a medula, ligado a um dispositivo semelhante a um marca-passo, que entrega estímulos leves sobre a medula, que assim bloqueiam os impulsos de dor que seriam transmitidos ao cérebro”, esclarece Dr. De Salles.

Segundo o neurocirurgião do HCor Neuro, o marca-passo tem duas funções: bloquear a dor que vem do coração para o cérebro e aumentar o fluxo sanguíneo no coração. “Já operamos 30 pacientes em Los Angeles (EUA), por meio desta técnica, e 70% foram beneficiados. Agora vamos iniciar este procedimento em prol dos pacientes do HCor (Hospital do Coração)”, explica.

O procedimento: com uma incisão de três centímetros nas costas do paciente, é implantado um eletrodo na coluna. Já o marca-passo é colocado na barriga e os fios ficam embaixo da pele. Assim que ligado o marca-passo os estímulos começam a controlar a dor crônica.

Benefícios da neuromodulação medular:

Redução significativa e duradoura da dor na região;

Melhora na capacidade da realização de atividades diárias;

Redução do uso de medicações para dor;

O tratamento é reversível e não causa lesão de estruturas neurológicas. Assim, o mesmo pode ser desligado ou removido se necessário;

Não impede que outros tipos de tratamento para dor possam ser feitos concomitantemente, se requeridos.