HCor inaugura ambulatório de Insuficiência Cardíaca

HCor inaugura ambulatório de Insuficiência Cardíaca

Instituição já possui um Programa de Cuidados Clínicos para pacientes com a doença, desde 2011, que, desde a implantação, já conseguiu diminuir a taxa de mortalidade em até 30%; com a inauguração do ambulatório o paciente receberá ainda mais suporte na prevenção, atendimento, internação, indicação cirúrgica até o momento de sua alta hospitalar, para reforçar a aderência ao tratamento e aumentar a segurança e auto monitoramento.

 A Insuficiência Cardíaca (IC) é a terceira doença do sistema cardiovascular que mais causa internação pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no país. Estima-se que 2% da população brasileira seja acometida pela cardiopatia que, a cada ano, registra 200 mil novos casos segundo relatório divulgado pela SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia). A doença ocorre quando o músculo cardíaco começa a ter um desempenho muito ruim. O indivíduo não consegue subir sequer um lance de escada, pois fica totalmente tomado pelo cansaço.

De acordo com o DATASUS, a Insuficiência Cardíaca é considerada a cardiopatia mais prevalente, principalmente na população mais idosa. A insuficiência cardíaca merece toda a atenção, pois pode ter um desfecho fatal muito rapidamente.

Além disso, é uma doença que pode levar o paciente a ficar bastante tempo internado. Mesmo depois de ter alta, o risco de uma possível reinternação aumenta em 50%. A doença é progressiva, crônica e vai afetar demais a qualidade de vida do paciente.

No HCor (Hospital do Coração) há o Programa de Cuidados Clínicos destinado a pacientes com insuficiência cardíaca. E para dar ainda mais suporte e atender estes pacientes, em especial, a Instituição acaba de inaugurar o Ambulatório de Insuficiência Cardíaca, que tem o objetivo de auxiliar o paciente na prevenção, atendimento, internação, indicação cirúrgica – ele é encaminhado para intervenção -, até o momento de sua alta hospitalar, para reforçar a aderência ao tratamento e aumentar a segurança e auto monitoramento destes pacientes.

E como é feito este atendimento?

De acordo com o cardiologista e coordenador do Ambulatório de Insuficiência Cardíaca do HCor e do Programa de Cuidados Clínicos, Dr. Félix Ramires, o paciente vai passar em consulta no ambulatório com uma equipe multidisciplinar, composta por médico especializado em insuficiência cardíaca, nutricionista, psicóloga, farmacêutico e enfermeira, além de ser encaminhado à reabilitação cardiovascular. A enfermeira tem um papel chave em gerenciar a doença. Caso este paciente ainda não tenha médico de referência, ele será atendido pelo médico do programa.

O diferencial

Após a consulta no ambulatório é realizado um acompanhamento pelo telefone com o objetivo de verificar a adesão ao tratamento. Durante o acompanhamento são apurados, junto ao paciente e seus familiares, o peso atual, consumo de alimentos com alto teor de sódio, o tratamento medicamentoso, prática de atividade física, etc.

Localizado no prédio de consultórios do HCor, na rua Abílio Soares, no bairro do Paraíso, o diferencial deste serviço é que ele tem um ciclo fechado completo. “Nós temos o programa destinado aos pacientes internados, bem como o segmento ambulatorial desses pacientes, desde a parte preventiva até o transplante de coração”, esclarece Dr. Ramires.

Programa de Cuidados Clínicos para pacientes com Insuficiência Cardíaca:

No HCor existe, desde 2011, o programa de Cuidados Clínicos destinados a pacientes com insuficiência cardíaca. Desde a sua implantação, ele já conseguiu diminuir a taxa de mortalidade em até 30%. Este programa gerencia todos os pacientes com insuficiência cardíaca da instituição, desde a entrada no pronto-socorro, permanência na UTI até o pós-alta.

Estes pacientes continuam sendo monitorados durante dois anos via contato telefônico por meio de uma equipe multidisciplinar.O programa tem o objetivo de educar e promover uma assistência de excelência que irá oferecer todo suporte ao paciente internado, além de um serviço especializado no tratamento clínico e cirúrgico disponível ao corpo clínico. Ele traz muitos benefícios a esse grupo de pacientes considerados especiais, os quais precisam de um atendimento específico e especializado. Com ele conseguimos reduzir significativamente as reinternações, melhorar a qualidade de vida do paciente e a consciência do tratamento”, diz Dr. Ramires.