HCor promove palestra em comemoração ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

HCor promove palestra em comemoração ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Cardiologista e Nutricionista do HCor dão dicas para o controle da hipertensão em palestra gratuita

Para celebrar o Dia Nacional de Combate a Hipertensão Arterial, que acontece em 26 de abril, o cardiologista Celso Amodeo e a Nutricionista Camila Gracia do HCor, ministrarão uma palestra gratuita à população sobre a importância de uma alimentação saudável para o controle da hipertensão. Entre outros assuntos a palestra abordará dicas de como controlar o peso, leitura adequada dos rótulos de alimentos, importância da prática regular de atividade física, além do tratamento medicamentoso por meio de prescrição médica para o controle da doença.

Após a palestra, a nutricionista iniciará com a platéia a demonstração de um cardápio com alto teor de sódio e outro com baixo teor, bem como a apresentação de exemplos de substituições simples para reduzir o consumo diário de sal. No final da aula, as pessoas poderão degustar uma margarina sem sal temperada com ervas e levarão um folder sobre hipertensão e uma dica de refeição com baixo teor de sal.

Segundo a nutricionista do Setor de Promoção à Saúde do HCor, Camila Gracia, as pessoas com maior risco de se tornarem hipertensas são aquelas com excesso de peso, que não têm uma alimentação saudável, ingerem muito sal, não praticam atividades físicas, consomem bebida alcoólica em excesso, são diabéticos ou têm familiares hipertensos.

“Com relação ao consumo de sal é importante reduzi-lo ao adicioná-lo às preparações no momento do cozimento e nos pratos já prontos, como, por exemplo, em saladas. Na maioria dos produtos industrializados o sódio é o nutriente que devemos nos preocupar e nos rótulos não há a informação da quantidade de sal e sim da quantidade de sódio. A recomendação diária de sal é de 5g por dia, em média, e, para sabermos quanto de sódio podemos comer no dia temos que levar em consideração a conversão do sal para sódio e vice-versa”, explica a nutricionista.

A cada ano, aumenta o número de óbitos no Brasil por doença arterial coronária (DAC). No Brasil são registrados por ano, aproximadamente, 300 mil mortes por doenças do coração e cérebro, isto é, a cada dois minutos, ocorre um óbito em função destas doenças. Os estudos revelam, ainda, que a DAC cresce anualmente devido ao inadequado controle dos principais fatores de riscos cardiovasculares como a hipertensão, diabetes e o aumento do colesterol.

A hipertensão – que atinge cerca de 30% da população brasileira e aumenta progressivamente com a idade, chegando a mais de 50% após os 60 anos, também aumenta em quatro vezes os riscos de doenças arteriais coronárias quando comparado às mulheres com pressão arterial normal. Em indivíduos com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo, dieta hipersódica, hipercalórica e hipergordurosa) a doença se dá mais precocemente e com características de maior resistência ao tratamento.

“A moderação do consumo de sal é eficaz para todos os indivíduos, mesmo que existam pessoas mais e menos sensíveis ao consumo de sal na elevação dos níveis da pressão arterial. É importante considerar que o elemento nocivo é o sódio – que está presente no sal de cozinha. Muitos alimentos que não são adicionados de sal já possuem alto teor de sódio como é o caso dos embutidos, queijos, salgadinhos de pacote, conservas em salmoura e refeições prontas (sopas e congelados). Esses alimentos são considerados os maiores responsáveis pelos desequilíbrios pressóricos entre os portadores de hipertensão”, explica Dr. Celso Amodeo, cardiologista do HCor.

Estudos mostram que entre as pessoas que consomem pouco sal, a pressão arterial não aumenta conforme a idade. “Portanto fica evidente a necessidade de orientar a população, em especial as crianças, para tomarem muito cuidado no consumo de alimentos que contenham grande quantidade de sal. Atualmente, o sal é consumido numa quantidade duas vezes maior do que o recomendado pelos médicos (4 a 6g) distribuídos entre todas as refeições. Ao contrário disso consome-se em média cerca de 12 a 15 gramas por dia, e chega a uma quantidade superior em alguns estados nordestinos. Por isso, a pressão alta atinge em torno de 30 a 35% da população adulta, e pode chegar a mais de 50% na população mais idosa”, esclarece Dr. Celso Amodeo.

Mudanças certeiras:

  • controlar o estresse;
  • reduzir o peso corporal;
  • reduzir o consumo de álcool;
  • reduzir o sal de cozinha, embutidos, enlatados, conservas, etc;
  • abandonar o tabagismo;
  • exercitar-se regularmente;
  • evitar drogas que elevam a pressão arterial.

O que é hipertensão: hipertensão arterial ou pressão alta é quando a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias para se movimentar é muito forte, ficando acima dos valores considerados normais. Ela pode ser encarada como uma doença ou como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças do coração pois, muitas vezes, não provoca sintomas ou estes são gerais, como dores de cabeça, tonturas, mal estar etc.

A pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial estiver maior ou igual a 140/90 mmHg (ou 14 por 9). Para essa consideração, os dados devem ser medidos várias vezes, de forma correta, com aparelhos calibrados e por profissional capacitado.

Anote na agenda:

Palestra: A importância de adotar um estilo de vida saudável e dicas de substituição de alimentos industrializados que possuem sal.
Local: Auditório 1 do HCor Hospital do Coração – Rua Desembargador Eliseu Guilherme, 147 – Paraíso.
Horário: 11h.
Entrada franca e vagas limitadas pelo telefone: 3053-6611