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HCor Explica / Neurologia

Parkinson: saiba como evitar a doença que não tem cura

Uma boa noite de sono e uma alimentação saudável são algumas das práticas aconselhadas pelo neurologista do HCor para evitar o surgimento do Parkinson.

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Receber o diagnóstico de ser portador de Parkinson não é fácil. Sem cura, a enfermidade degenerativa assusta pacientes, familiares e entes queridos. No entanto, é preciso se apegar às boas notícias: embora não haja cura, o Parkison tem diversos e eficientes tratamentos.

“O tratamento para o mal de Parkinson é feito à base de medicamentos e existem vários que podem reduzir a intensidade dos sintomas. Eles não necessariamente freiam o transtorno, mas aumentam consideravelmente a qualidade de vida. Quando o tratamento é associado à atividade física e alterações no ambiente da pessoa, podem mantê-la funcional por muito e muito tempo”, tranquiliza o neurologista do HCor, Dr. Denis Bichuetti.

Para saber mais, assista à playlist HCor Explica sobre Parkinson abaixo:


Sintomas de Parkinson

Substância negra

Com maior prevalência em pessoas acima de 65 anos de idade – quando surge antes disso, quase sempre é por motivo genético – o Parkinson decorre da morte precoce ou degeneração dos neurônios em uma região do cérebro chamada substância nigra (ou negra), que produz dopamina. “A falta dessa substância gera rigidez muscular, lentidão dos movimentos, tremor e dificuldade para caminhar, ou seja, as principais características da doença”, explica o neurologista do HCor.

Ele conta que, embora seja evolutivo, isso não significa que ele sempre será gravemente incapacitante. “Uma curiosidade é que, quanto mais idosa a pessoa portadora do Parkinson, mais branda ou mais lenta será a progressão do transtorno. Muitas vezes, quando alguém apresenta o primeiro sintoma por volta dos 70 e 75 anos de idade, pode levar mais de 15 anos para que tenha um comprometimento importante de mobilidade”, exemplifica o neurologista.

Entre os sinais que não devem ser ignorados, o neurologista cita o tremor, que é o que mais chama a atenção. No entanto, ele explica que ao contrário do que se imagina, nem toda pessoa que tem Parkinson treme e nem todo tremor é Parkinson. “É óbvio que um tremor que te atrapalha deve fazer com que você busque ajuda, mas geralmente é a lentidão de movimento, o tropeço e a dificuldade para caminhar que sinalizam a enfermidade. Então, diante desses sintomas, o ideal é procurar um neurologista clínico e não um ortopedista como acontece em boa parte dos casos”.

Por fim, o médico explica que, como em todo transtorno degenerativo, a prevenção passa necessariamente por um estilo de vida saudável. Segundo ele, para termos um envelhecimento cerebral saudável é necessário atividade física constante, redução da obesidade, uma alimentação mais orgânica, uma boa noite de sono, não fumar e, para quem é diabético ou hipertenso, fazer o tratamento adequado. “Esses são fatores associados ao envelhecimento cerebral saudável. Então, privação de sono excessiva, cigarro, abuso de substâncias, o não tratamento de doenças clínicas, sedentarismo e obesidade abdominal são fatores que aparecem ligados ao desenvolvimento de doenças degenerativas ou surgimento mais precoce das mesmas. Ou seja, o que fazemos para cuidar do nosso coração, de certa forma, nos fazem cuidar do cérebro também”.

Parkinson - Dopamina

Incidência de Parkinson na população


Diagnóstico de Parkinson

Como existem doenças neurológicas, e algumas genéticas, que podem provocar sintomas semelhantes ao Parkinson, é essencial buscar um diagnóstico crível, e descartar doenças com sintomas parecidos.

O diagnóstico de Parkinson é predominantemente clínico e baseado em quatro características: lentidão dos movimentos, rigidez muscular, tremor e dificuldade para caminhar. “A gente começa a pensar em Parkinson a partir do momento em que duas dessas características estão presentes. Se elas existem, eu examino a pessoa e administro um medicamento. Se ela tem uma melhora substancial é praticamente certo o diagnóstico de Parkinson. Então dá para dizer que o diagnóstico é clínico, com suporte de resposta medicamentosa”, conta o neurologista Bichuetti.

No entanto, a tecnologia também é uma grande aliada para cravar um diagnóstico de Parkinson. Existem exames complementares que ajudam, como a cintilografia com Troda, uma tomografia cujo contraste é um ligante de dopamina. O especialista explica, porém, que esses exames só são usados quando existe dúvida diagnóstica. “Se a pessoa tem a idade adequada, dois dos sintomas clínicos e o teste terapêutico com medicamento traz resultados positivos, basicamente não há dúvidas”.

Por fim, o neurologista explica que, como em todo transtorno degenerativo, a prevenção passa necessariamente por um estilo de vida saudável. Segundo ele, para termos um envelhecimento cerebral saudável é necessário atividade física constante, redução da obesidade, uma alimentação saudável e mais orgânica, uma boa noite de sono, não fumar e, para quem é diabético ou hipertenso, fazer o tratamento adequado. “Esses são fatores associados ao envelhecimento cerebral saudável. Então, privação de sono excessiva, cigarro, abuso de substâncias, o não tratamento de doenças clínicas, sedentarismo e obesidade abdominal são fatores que aparecem ligados ao desenvolvimento de doenças degenerativas ou surgimento mais precoce das mesmas como por exemplo o próprio Parkinson. Ou seja, o que fazemos para cuidar do nosso coração, de certa forma, nos fazem cuidar do cérebro também” explica o neurologista do HCor.

Sintomas de Parkinson

Famosos portadores de Parkinson


HCor Explica - Parkinson

Saiba mais sobre o parkinson

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