HCor Explica / Cardiologia

Ressonância magnética: Entenda sem medo como o exame funciona

O exame de ressonância magnética evoluiu ao longo dos anos e se tornou grande aliado do diagnóstico de doenças do miocárdio, com uma abertura maior para evitar a claustrofobia.

Durante bastante tempo, a ressonância magnética botou medo em muita gente. Não era difícil encontrar pacientes que, com o pedido médico do exame em mãos, se sentiam meio temerosos diante da possibilidade de tomar contraste, e da certeza de permanecer durante longos minutos dentro de um túnel apertado.

A boa notícia é que essa realidade ficou para trás. Hoje, com a utilização de métodos de diagnóstico com baixíssimas possibilidades de erro (também chamados de padrão ouro), os procedimentos para uma ressonância magnética se tornaram muito mais confortáveis. Esta é uma grande conquista para os pacientes cardíacos. Usar esse método de diagnóstico padrão ouro, ou seja, com baixíssimas possibilidades de erro – que inclusive se tornou um grande aliado dos pacientes cardíacos – está muito mais confortável.

Para saber mais, assista ao vídeo do HCor Explica sobre Ressonância magnética abaixo:

“Hoje o aparelho não é mais um longo túnel. Eu mesmo o chamo de arco. Ele pode ser tão curto, que cobre apenas o tórax e o abdome. Para o exame do coração, por exemplo, a cabeça do paciente pode ficar quase fora do dispositivo”, explica o cardiologista e professor-doutor da USP, Carlos Eduardo Rochitte, coordenador da ressonância magnética e da tomografia cardiovascular do HCor que completa: “Além disso, o contraste utilizado na ressonância magnética é o gadolínio, que, ao contrário dos contrastes utilizados em exames de tomografia, não contém iodo, e, portanto, tem menor potencial alergênico. O gadolínio é bastante seguro”.

Ressonância cardíaca

Com o avanço da tecnologia, além de muito mais confortável, o exame se tornou o melhor método para a avaliação das câmeras cardíacas, ventrículo esquerdo e ventrículo direito do coração, conta o cardiologista.

Mais eficaz para o diagnóstico de pericardiopatias, ou seja, anomalias na membrana que envolve externamente o coração, o exame ajuda a identificar infartos no miocárdio, doença de Chagas, amiloidose, entre outras anormalidades.

“A adoção da ressonância como exame clínico rotineiro, para doenças cardiovasculares, foi lenta. Mas, ela ganhou um papel muito importante depois do desenvolvimento de uma técnica chamada realce tardio. Com ela é possível identificar fibrose ou infarto no miocárdio. Com esse aparelho e essa técnica, eu consigo ver se o músculo está vivo ou morto e o melhor, de forma não invasiva”, explica o cardiologista do HCor.

Vale saber que para a avaliação da função ventricular, ou seja, como o coração está batendo e se contraindo, não precisa do contraste; a imagem da ressonância já é perfeita para esse diagnóstico. Ele só é necessário para identificar a fibrose, o infarto e a viabilidade miocárdica, já que se concentra na área que está danificada e aponta a diferença no tecido.

O médico cardiologista do HCor conta ainda que esta não é a única forma de diagnóstico, mas certamente é a mais precisa para ver a viabilidade e a saúde do miocárdio sem precisar de exames invasivos. “E isso é muito importante tanto na doença obstrutiva das coronárias, que gera o infarto e angina, quanto nas doenças primárias do músculo, que a gente chama de cardiomiopatia”, completa.

Restrições do exame de ressonância

Infelizmente, nem todos estão aptos a passar pelo exame. Mas, graças aos avanços tecnológicos, as restrições absolutas são mínimas.

“Só quem tem clipes de aneurisma cerebral antigos ou algum implante eletrônico não pode fazer. Antes as restrições incluíam inclusive os marcapassos, mas hoje, a maioria deles é compatível com a ressonância magnética, e podem ir para a máquina do exame. Em centros de experiência como é o nosso, conseguimos fazer inclusive em marcapassos não compatíveis. Existem vários cuidados especiais e uma série de protocolos a ser seguidos, mas é possível fazer”, finaliza o especialista.

No HCor, a ressonância magnética pode inclusive ser utilizada durante uma cirurgia, nas salas híbridas, melhorando a assertividade médica e diminuindo riscos com imprevistos já que fornece informações valiosas para a equipe médica em tempo real, garantindo assim maior tranquilidade ao paciente e seus familiares e proporcionando uma recuperação mais rápida no pós-operatório. Leia mais em:  Salas híbridas.

Entenda como a ressonância magnética cardíaca ajuda no diagnóstico

Para te ajudar a entender como funciona a Ressonância magnética cardíaca, nós preparamos um material exclusivo para você.

Baixe o infográfico sobre RessonânciaCompartilhe com seus amigos