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Alzheimer: fique atento aos sinais

Diagnóstico precoce permite a realização de intervenções para o cuidado de sintomas que comprometem a qualidade de vida de pacientes e cuidadores

Uma data esquecida aqui, uma palavra que se perde ali. Essas são situações corriqueiras que podem ser resultado de um período de maior cansaço, por exemplo. Mas também podem ser alertas do cérebro de que algo não está indo bem: podem ser sintomas de Alzheimer.

O Alzheimer é uma doença degenerativa bastante temida, já que não tem cura, e afeta 10% da população mundial acima dos 60 anos e 25% da população acima dos 85 anos.

Para saber mais, assista à playlist HCor Explica sobre Alzheimer abaixo:

Os casos de Alzheimer são
crescentes ano após ano

Número de casos

Embora seja uma síndrome quase que exclusiva de idosos, o Alzheimer precoce também existe e se manifesta entre os 30 e 60 anos. Nesse caso, a doença é resultado de mutações genéticas e o fator hereditário é preponderante. Nos outros, pesquisadores levantam a hipótese de que diversos genes agem em conjunto com outros fatores de risco, como hábitos de vida e de doenças cardiovasculares, para levar ao surgimento da doença.
“Infelizmente o diagnóstico tardio na demência de Alzheimer é quase regra e acontece quando o portador já apresenta muitas dificuldades para executar tarefas cotidianas. Ela dificilmente é diagnosticada quando a pessoa tem apenas um comprometimento cognitivo discreto, leve, que não traz grande comprometimento funcional”, afirma Dr. Pedro Rosa, psiquiatra do HCor.

Isso acontece por diversos motivos: a falta de acesso à saúde e a profissionais treinados é um deles. Mas também acontece porque familiares e pacientes consideram alguns sintomas da demência como normais. “Sabe aquela frase ‘isso é normal, é a velhice chegando’? Pois é, muitos dos sintomas iniciais do Alzheimer são deixados de lado por conta disso”, conta o psiquiatra do HCor.

Diagnóstico de mal de alzheimer

Segundo o psiquiatra, não há um exame específico para determinar o Alzheimer. O diagnóstico é baseado em uma avaliação clínica, inclusive com testes cognitivos, exames laboratoriais e avaliação de imagem do sistema nervoso central. A união das manifestações clínicas do paciente, do que ele e seus familiares levam até o médico, a resultados de exames complementares permite uma conclusão diagnóstica e o delineamento de um tratamento abrangente.

“Por isso, é fundamental estar atento aos sintomas. Existem pessoas que podem sentir dificuldade em perceber os próprios sinais e, por isso, é importante a participação dos familiares e de cuidadores. Ainda, muitos portadores da doença acabam notando problemas de memória, sentem que não estão conseguindo se organizar, se incomodam de ter esquecido algo que antes não esqueciam. Diante dessas queixas, é sempre importante procurar ajuda médica”, alerta o psiquiatra Pedro Rosa.

Com todas essas informações em mãos, o médico consegue então dizer se o paciente tem um declínio cognitivo, qual o tipo e se já há comprometimento funcional das atividades.

E, embora não seja possível curar o paciente, o diagnóstico precoce permite intervenções capazes de tornar o avançar da doença mais lento, ainda que temporariamente. “Com o diagnóstico em mãos, o paciente passa a adotar medidas para atenuar o avanço da doença, preservando por mais tempo sua qualidade de vida e atenuando sintomas disruptivos que atrapalham tanto o dia a dia dele, quanto de seus familiares e entes queridos”, diz o médico.

Atenção aos sintomas de Alzheimer

Identificar os sintomas de Alzheimer é fundamental para um diagnóstico mais rápido e certeiro. No entanto, por ser uma doença que atinge principalmente os idosos, é preciso diferenciar os sinais do envelhecimento normal, dos sintomas do Alzheimer.
Abaixo, o psiquiatra Dr. Pedro Rosa elenca sinais que merecem atenção extra e devem ser investigados:

  • Perda de memória que compromete o dia a dia: principalmente a chamada memória de episódios do dia a dia, aquela que nos permite lembrar o que comemos ontem, que nossa filha fez aniversário no mês anterior e que nosso neto nasceu há dois anos.
  • Dificuldade para resolver problemas, não necessariamente complexos: quando o orçamento doméstico se torna mais difícil, por exemplo.
  • Confusão com dia e horário, ou se perder em regiões conhecidas.
  • Dificuldade para entender imagens visuais e relações espaciais entre objetos, dificultando que o paciente navegue por ambientes, mesmo conhecidos.
  • Dificuldade em encontrar palavras, seja na forma falada ou escrita.
  • Perda de objetos; colocá-los em lugares errados e não conseguir encontrá-los.
  • Julgamentos ruins sobre compras e negócios.
  • Isolamento de atividade social.
  • Mudanças de humor ou de personalidade: a pessoa fica mais irritada, medrosa, ansiosa, desconfiada de pessoas que antes eram de confiança.

Identificando qualquer um desses sinais, o HCor Neuro, divisão do hospital preparado para atender pacientes neurológicos com estratégias terapêuticas modernas e personalizadas, pode ajudar. Por lá, pacientes e familiares encontram com bastante experiência no diagnóstico e orientação de Alzheimer. “O paciente de Alzheimer pode prolongar por vários anos aspectos que levem a uma melhor qualidade de vida”, finaliza Dr. Pedro Rosa.

Atenção aos sintomas de Alzheimer

Para te ajudar a identificar os sinais do Alzheimer e saber mais sobre os fatores de risco, formas de tratamento e prevenção, nós preparamos um material exclusivo para você.
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