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HCor Explica / Oncologia

Câncer de mama: é preciso ir além do autoexame

Mastologista do HCor alerta para o fato de que o autoexame do câncer de mama não é o suficiente para o seu diagnóstico e pode indicar casos avançados do tumor.

O câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais do seio, que forma um tumor. Diversas são as campanhas de prevenção voltadas para este tipo de câncer, o que leva muitas pessoas a acreditarem que conhecem de fato a enfermidade e seus métodos de prevenção. Mas isso nem sempre acontece.

“O Outubro Rosa é o mês da conscientização do câncer de mama, mas há ainda muita falta de informação sobre o tumor. Por exemplo, várias pacientes acham que por não ter nenhum caso de câncer de mama na família, não precisam fazer prevenção com mamografia. Na verdade, a maioria das pacientes com câncer de mama não têm nenhum parente acometido. O câncer de mama hereditário é raro”, conta o mastologista do HCor – Hospital do Coração, Dr. Afonso Nazário.

No Brasil, excluídos os casos de câncer de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA. Para o ano de 2018 foram estimados 59.700 casos novos, que representam uma taxa de incidência de 51,29 casos do tumor por 100.000 mulheres. A mortalidade do câncer de mama apresenta uma curva ascendente e responde pela primeira causa de morte por câncer na população feminina brasileira, com 13,68 óbitos a cada 100.000 mulheres.

Para saber mais, assista à playlist HCor Explica sobre Câncer de Mama abaixo:

O câncer de mama masculino também existe, mas é uma raridade. A proporção de casos é de 100 a 200 casos na mulher para um caso deste tipo de tumor no homem. Por isso são elas que mais devem focar a prevenção

– alerta o mastologista.


Prevenção do câncer de mama

Para o Dr. Afonso Nazário, embora haja grandes campanhas de conscientização, as mulheres ainda não se previnem como deveriam. “Estima-se que 60% dos casos de câncer de mama na população brasileira são casos avançados. Os principais fatores são a falta de um programa nacional de rastreamento e a dificuldade no acesso ao tratamento”, conta o mastologista.

Para ele, o essencial é que se faça mamografia anualmente, após os 40 anos. “Isso sim pode diminuir a mortalidade causada pelo câncer de mama. Infelizmente várias pesquisas já demonstraram que o autoexame não tem impacto na redução da mortalidade, uma vez que quando se percebe o tumor pelo tato, ele já está em nível avançado e o segredo aqui é o diagnóstico precoce” explica o mastologista.

Para se ter ideia, o Ministério da Saúde não recomenda mais o autoexame de mama como método de rastreamento. A orientação é que a mulher realize a autopalpação/observação das mamas sempre que se sentir confortável para conhecer melhor a região e ficar atenta a eventuais alterações e tentar evitar o diagnóstico tardio.

Isso porque, quanto antes o tumor for detectado, maiores são as chances de realizar cirurgias com pequena remoção de tecido mamário – associando-se à radioterapia, com ótimos resultados oncológicos e estéticos. Nos casos mais agressivos, complementa-se com quimioterapia e/ou imunoterapia e/ou endocrinoterapia.

Câncer de mama


É preciso ir além do autoexame…

A mamografia é um exame radiológico para avaliação das mamas, feita com um aparelho de raio-X chamado mamógrafo.

A mamografia regular pode reduzir em 30% as mortes do câncer de mama.

Para saber mais como funciona a mamografia, clique aqui.




Tipos de Mamografia

Convencional

Utiliza um filme que após a exposição da mama ao raio-X deve ser processado. A imagem da mama é armazenada no próprio filme e se ocorrer algum problema técnico, o procedimento deve ser refeito.

Digital

Utiliza um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite para um computador. A imagem da mama pode ser armazenada e recuperada eletronicamente. Permite ao radiologista ajustar as imagens, no próprio monitor, realçando ou ampliando alguma área, para melhor analisá-las. Existem, ainda, softwares que auxiliam na detecção de lesões.

A mamografia digital pode requerer menor repetição de imagens em relação à analógica, reduzindo assim a exposição à radiação”.

Tipos Comuns de Câncer de Mama

*Carcinoma ductal in situ – Também conhecido como carcinoma intraductal, é considerado não invasivo ou um câncer de mama pré-invasivo. Cerca de 20% dos novos casos de câncer de mama são de carcinoma ductal in situ. Quase todas as mulheres diagnosticadas neste estágio (in situ) da doença podem ser curadas.

*Carcinoma invasivo sem outras especificações (antigo carcinoma ductal invasivo) – Este é o tipo mais comum de câncer de mama. Cerca de 70% dos cânceres de mama invasivos são carcinomas ductais invasivos. O carcinoma ductal invasivo (ou infiltrante) se inicia em um ducto mamário.

*Carcinoma lobular invasivo – O carcinoma lobular invasivo começa nas glândulas produtoras de leite (lobulos). Cerca de 10% dos cânceres de mama invasivos correspondem ao carcinoma lobular invasivo, que pode ser mais difícil de ser diagnosticado na mamografia do que o carcinoma ductal invasivo.Assim como o tipo anterior, ele também se inicia em um ducto mamário. A diferença entre eles é morfológica e imunohistoquímica, mas a origem é comum.

*Câncer de Mama Inflamatório – É rum tipo raro que representa cerca de 1 a 3% dos cânceres de mama.

*Doença de Paget – Este tipo de câncer de mama começa nos ductos mamários e se dissemina para a pele do mamilo e para a aréola. É raro, representando cerca de 1% dos casos de câncer de mama.

*Sarcomas – Tumores malignos mamários raros que se originam do componente não epitelial da mama.


Cuidados extras contra o câncer de mama

Além dos exames anuais, outras medidas podem ser adotadas na prevenção do câncer de mama. A American Cancer Society recomenda que pacientes que já tiveram câncer, e também como medida preventiva para a doença, pratiquem semanalmente alguma atividade física e aeróbica a, como caminhada, bicicleta ou natação, por exemplo. Cerca de 30 minutos por dia já surtem ótimos benefícios.

Buscar uma alimentação saudável também é considerado um método de prevenção do câncer de mama. Alimentos industrializados, enlatados e conservados contêm agentes cancerígenos na composição e devem ser evitados. É o caso das carnes processadas, defumadas, curadas ou salgadas (carne de sol, charque e peixes salgados) e embutidos, como salsicha, linguiça, mortadela e salame. Dê prioridade aos vegetais e coma pelo menos cinco porções ao dia de frutas, legumes e verduras. São alimentos ricos em vitaminas essenciais, sais minerais e fibras, além de substâncias antioxidantes que protegem contra a maioria dos tipos de câncer.

Não fumar e não beber também entram na lista de prevenções. De acordo com o Inca, o alcoolismo causa entre 2% e 4% das mortes por câncer, sendo um dos fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tumores, incluindo o de mama, principalmente se o uso for combinado com o tabaco.

No HCor, as pacientes têm acesso a todos os exames necessários para o diagnóstico e todas as formas de tratamento para o câncer de mama. O atendimento é humanizado e feito por equipe multiprofissional composta por mastologista, radiologista, patologista, oncologista clínico, radioncologista, além da equipe de enfermagem, de fisioterapia e de psicologia.


Saiba mais sobre o câncer de mama

Para obter mais informações sobre o câncer de mama, prevenção, sintomas e autoexame, nós preparamos um material exclusivo para você.
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