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Saiba como identificar a ansiedade na quarentena

O que começou como uma doença local, em Wuhan, na China, no final de 2019 e início de 2020, ganhou o mundo e tornou-se uma pandemia mundial, de acordo com a declaração da Organização Mundial da Saúde, desencadeando uma onda de impactos econômicos, sociais, políticos e, principalmente, na saúde, tanto física, quanto mental.

Qualquer tipo de doença ou outro evento que não temos conhecimento prévio pode gerar medo e ansiedade no indivíduo. Tanto pacientes como familiares além do medo gerado pelo desconhecimento da doença, acaba por trazer consequências emocionais que nem sempre temos o “repertório” adequado para lidar.

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma reação que todo indivíduo experimenta diante de algumas situações do dia a dia, como falar em público, expectativa para datas importantes, entrevistas de emprego, vésperas de provas, exames de saúde e diante de uma pandemia como a que estamos enfrentando agora.

Incidência do câncer na bexiga

A ansiedade pode ocorrer pela existência do medo. O medo é uma reação natural ao desconhecido. É nossa defesa instintiva frente às ameaças reais ou potenciais vivenciados em nosso cotidiano. Esta situação que agora vivenciamos, traz insegurança e sensação de perigo iminente.

O isolamento hoje vivenciado pela maior parte da população, o fato de não poder nem chegar perto de quem se ama trocar um beijo e um abraço, faz com que a sensação de desamparo se torne real. Ainda reforça cada vez mais a falta de controle sobre a realidade vivida o que acaba por aumentar o medo e a ansiedade. Isto pode se tornar um ciclo vicioso.

É importante para aqueles que estão em casa isolados, procurarem utilizar os recursos tecnológicos disponíveis para ocupar o tempo com coisas positivas. Conversar com pessoas que há muito tempo não se falam, ver filmes interessantes e alegres, fazer boas leituras. Fixar-se por demasiado em notícias da doença o tempo todo só aumenta a ansiedade, uma vez que nem sempre as mesmas vêm de fontes fidedignas.

Nestes momentos as pessoas têm sentimentos e angústias que parecem se confinar dentro do peito, dando uma sensação de que em qualquer momento aquilo tudo vai explodir, podendo trazer mais angústia, pois nem sempre as pessoas sabem lidar com este tipo de sentimento e sensação. Neste caso, sempre é bom conversar com alguém que você confie que você tem liberdade de se expor e se for o caso até chorar.  Chorar sim, porque não? Esta é uma das formas que temos para extravasar nossa ansiedade e medo do desconhecido.

Fuja de notícias ruins a toda hora, siga somente mídia confiável em momentos específicos, se ocupe. Procure manter as suas rotinas ou inicie rotinas novas que tragam foco e noção de referencial para sua vida. Isso ajuda a manter o controle da situação, melhorando muito sua ansiedade.

Se você puder, em casa mesmo faça atividade física. Na internet ou em grupos que você participa existem aulas online que podem fazer você se sentir incluída no que traz uma noção de normalidade de vida.

Aprenda a reconhecer os sintomas mais comuns de ansiedade:

Enxergar perigo em tudo, buscar comida a toda hora principalmente doces, alterações de sono, dores musculares, ter preocupação em excesso, sentir que está perto de entrar em pânico, ficar muito agitado e irrequieto, ter alguns medos que você mesmo acha que são irracionais. A ansiedade pode ainda gerar alguns desconfortos físicos, como sudorese, falta de ar, taquicardia, boca seca, tonturas e náuseas.

Caso esteja sendo muito difícil para você busque ajuda especializada.

Outro aspecto importante, é que hoje em dia, temos uma população idosa vista como vulnerável que por si só, já é mais isolada da família e que o medo e a ansiedade podem ser mais significativos.

Se você se inclui nessa população ou conhece alguém que é vulnerável do ponto de vista da saúde mental, lembre-se:

  • Evite a vitimização. Mudanças e perdas fazem parte do cenário da vida, mas é possível superá-las.
  • Não cultive o pessimismo. Procure ater-se aos fatos e à realidade, buscando enxergar não apenas os problemas, mas possíveis soluções.
  • Evite o ócio. A paralização pelo medo ou o desânimo podem contribuir para o aumento dos sentimentos de desamparo e descontrole.
  • Procure manter-se ativo. Organize uma rotina de atividades, minimizando as angústias e inseguranças que possam surgir. Atividades manuais, intelectuais e físicas são excelentes alternativas.
  • Cuide-se. Nos períodos de maior estresse, foque nas suas necessidades e envolva-se em atividades que goste e ache relaxante. Se exercitar (mesmo que na sala), ficar com o sono em dia e comer alimentos saudáveis sempre é uma boa.
  • Busque ajuda se sentir necessidade. Diversos profissionais e serviços têm-se disponibilizado a atender em regimes especiais (plantões, atendimentos por videoconferências) e estão acessíveis para ajudar no enfrentamento dos aspectos emocionais suscitados pela pandemia.

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