Prof. Dr. Auro Del Giglio assume a coordenação do HCor Onco


 

Prof. Dr. Auro Del GiglioMovido pelo rápido avanço dos casos de câncer entre a população brasileira – de 489 mil casos novos em 2010 para uma estimativa de 576 mil em 2015, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o HCor reforça sua equipe multidisciplinar com a chegada do renomado oncologista Prof. Dr. Auro Del Giglio.

Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo, especializado em oncologia no Texas
e hematologia em Houston, Dr. Giglio soma, em seus mais de 30 anos de carreira, publicações, títulos, prêmios
e atuações em importantes instituições no Brasil e no exterior. Atualmente, é professor titular de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da Fundação ABC, chefe do Setor de Oncologia da Clínica do Instituto Brasileiro para o Controle do Câncer, Fellow do American College of Physicians e livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi eleito governador do American College of Physicians no período de 2010 a 2014 e presidente da Sociedade
Brasileira de Cuidados Paliativos (SBCP).

Ao longo dessa trajetória, Dr. Giglio focou seus trabalhos em uma medicina humanizada, buscando refletir, conhecer e priorizar sobre a importância do bem-estar e qualidade de vida de cada paciente e não apenas a aderência estrita a diretrizes protocolares. “O tratamento de pacientes oncológicos em um contexto humanizado é capaz de atender aos anseios mais autênticos de cada um, valorizando o que de fato é importante para eles, de acordo com seus valores socioculturais”, define Dr. Giglio.

Para o HCor Onco, Dr. Giglio pretende compartilhar suas experiências nos cuidados paliativos, além de criar um serviço com ênfase acadêmica na formação de residentes, pesquisas científicas e estimular o desenvolvimento da Oncogeriatria, Hemato-Oncologia e o Transplante de Medula Óssea no HCor. “Planejo criar ferramentas que sejam capazes de integrar uma plataforma comum a todas as especialidades que cuidam de pacientes oncológicos e que precisam de tratamentos específicos, como a quimioterapia, radioterapia e a imunoterapia, por exemplo”, elenca o oncologista.

O tratamento de pacientes oncológicos em um contexto humanizado é capaz de atender aos anseios mais autênticos de cada um, valorizando o que de fato é importante para eles, de acordo com seus valores socioculturais

 

A importância dos cuidados paliativos

Cuidados PaliativosDiferentes formas de tratamento oferecidas a pacientes com câncer, associadas aos métodos mais tradicionais, contribuem expressivamente para melhoria do bem-estar, auxiliam no resgate da autonomia, além de abrirem espaço para um diálogo mais transparente com a equipe médica.

A área de cuidados paliativos é uma das especialidades que vem ganhando notoriedade dentro dos hospitais, pois visa ampliar o cuidado ao paciente, proporcionando a melhora de seus sintomas, adotando algumas técnicas da medicina complementar somada à medicina alopática. Esse panorama reflete a importância de implementar terapêuticas e intervenções em prol da melhor qualidade de vida de todos os pacientes oncológicos e
de seus cuidadores, da cura quando possível e do cuidado dos sintomas − quando a cura deixa de ser uma meta viável.

Atualmente, há muitas pesquisas a respeito do câncer, porém a maioria é baseada na perspectiva do médico, distanciando-se da relação médico-paciente e dos benefícios que podem advir quando esta é estabelecida de forma adequada.Além disso, a perspectiva de seus cuidadores se torna importante, pelo fato de que esses pacientes estão inseridos numa dinâmica familiar, que é alterada a partir do diagnóstico, até a resolução ou a fase paliativa, impactando na evolução de sua doença.

Nos casos graves de câncer, a administração de cuidados paliativos não está diretamente ligada ao tratamento do tumor, mas promove uma melhora na qualidade de vida dos pacientes e, em alguns casos, permite que vivam um pouco mais. A conclusão é de um teste clínico conduzido em três centros de pesquisa dos Estados Unidos, liderado pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center, de Nova York, que acompanhou 207 pacientes.

O estudo, publicado na revista médica Journal of Clinical Oncology, constatou que a taxa de sobrevida um ano após o início do teste era de 63% para os pacientes que começaram a receber cuidados paliativos logo no início do tratamento. Já para os pacientes que tiveram um atraso de três meses a taxa foi de 48%.

O resultado foi uma melhora de 15% na medida de sobrevida após um ano para os pacientes que aderiram desde o início ao programa de cuidados paliativos. Apesar de seu efeito na sobrevivência dos pacientes, o intervalo para iniciar os cuidados específicos não influenciou muito as medidas de bem-estar dos pacientes ao fim do período de acompanhamento, segundo o estudo.

No HCor há uma equipe multidisciplinar de Cuidados Paliativos e Dor composta por médicos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, que atua com foco no paciente, combinando ciência e humanismo, com a finalidade de proporcionar seu bem-estar em diversas fases do tratamento oncológico.

“É importante que o paciente oncológico enfrente a doença com sabedoria, utilizando as limitações que o tratamento produz em um período de reflexão, que pode ser traduzido, no futuro, em um ponto de melhora na qualidade de vida, principal objetivo dos cuidados paliativos, ou seja, acrescentar vida aos dias e não dias à vida”, finaliza Dr. Giglio.